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Precisamos conversar com gestores sobre confiança

15/06/2016

No dia a dia das organizações, quem faz a cultura são as pessoas que estão lá. Então, se o clima está bom ou ruim, esse é o resultado produzido por você e seus parceiros de trabalho.

 

Cultura é  uma expressão complexa que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelas pessoas que fazem parte de uma sociedade ou organização.

 

Aqui na Extrato, um fator que nos uniu foi a crença nas pessoas, em acreditar que podemos evoluir juntos, aprender, conviver e fazer ambientes e resultados que desejamos construir. Que antes de ter soluções, é necessário construir com os interessados um entendimento compartilhado, um entendimento maior do que envolve sua organização, num debate que pode culminar com novos olhares e vontades de soluções possíveis.

 

Conversamos e produzimos a partir disto intensamente todos os dias. E percebemos, por meio de papos poderosos com gestores,  a cobrança que vivem por resultados, pela busca por metas e objetivos obrigatórios, muitas vezes alcançados por meio de muita sobrecarga em si e nos outros. É um jeito que faz as pessoas sentirem a dor de caminhar sozinho, sem apoio.

 

A pressão por resultados. A idealização de ser um

Super Gestor

 

Desde pequeno uma pergunta começa a ser feita para nós. O que você vai ser quando crescer? Observe a expectativa oculta do perguntador e o desejo dos pais, já é o início para entender se o menino ou a menina será alguém de sucesso. Não é explicito, mas já é um convite para agente ir buscando uma definição para nós mesmos, uma classificação externa de quem você será na vida adulta.

 

 

A busca e vontade de quem nos cerca é que sejamos bem-sucedidos. É um jeito de expressar amor, não querer que o outro viva dificuldades, que se enquadre em algo, que viva em segurança, faça uma boa faculdade e possa galgar os maiores cargos dentro do que escolher fazer. Lógico que existem muitas variáveis aqui, e também não dá para generalizar, mas que o convite para um sucesso idealizado existe e nos influencia na infância, adolescência e vida adulta, não dá para negar.

 

Neste contexto vamos criando necessidades de chegar em algum lugar, conquistar algo, vencer. Desejos as vezes inconscientes, mas que impactam a forma com que nos relacionamos na dia a dia, criando competitividade, intolerância, agressões, frieza nos relacionamentos, excesso de burocracia e perda de contato humano. O desejo é individual, não coletivo.

 

É o resultado produzido por um ambiente onde confiança, amizade, aprendizado e cooperação são sufocados pela busca de resultados a qualquer custo, rápido e numa zono de conforto que não considera as pessoas que compõe a organização. Ser gestor neste cenário é estar certo, direcionar, fazer cumprir as tarefas, garantir o resultado que mantenham: status, papel e responsabilidade. Onde o super está na alta responsabilidade, no poder e no controle que sabe chegar onde quer. Este é o extremo do super gestor.

 

Ainda bem que muitas vezes não nos sentimos encaixados nesta idealização, o que possibilita a transformação que se faz presente ao longo do tempo, em práticas, debates e cursos sobre liderança.

 

Como refletir sobre confiança pode quebrar este modelo?

 

Já parou para perguntar para a equipe de onde trabalha como pensam sobre a cultura organizacional? Sobre o futuro que almejam para suas vidas? Para o futuro que desejam para a organização? De entender que soluções cada um pode gerar para as necessidades do grupo e clientes?  Compartilhou o que você espera da organização e das pessoas? Construiu junto o que precisa ser feito? Já se perguntou quanto confia nas pessoas que estão do seu lado? 

 

 

Exercitar constantemente essas perguntas, de forma individual e em grupo, é uma grande ponte para a construção de laços de confiança. Sentar para conversar, saindo do modelo: o que eu quero, para o que nós queremos ou necessitamos, requer uma ampliação constante das novas formas de fazer um planejamento, de definir as atividades. Como que sair de um engessamento (é do meu jeito e seguimos assim), para um planejamento de fato, onde as pessoas são consideradas em suas ideias e capacidades, onde a rota pode ser mudada enquanto se caminha junto.

 

Conhecer a vida do outro, olhar no olho, reconhecer o seu sentimento e dos outros é a forma de entendermos o que é confiança. Veja como é o relacionamento com as pessoas que você confia. Se conseguirmos se relacionar com mais pessoas a partir da confiança, o resultado aparecerá de forma bem clara na cultura organizacional. O resultado chegará com uma qualidade de grupo, e o sucesso será seu, do outro, do grupo. É gostoso celebrar o sucesso assim.

 

É só conversar mais!  

 

 

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